03 outubro 2010

Pequeno ramo de flor

                 Era branquinha e pequenininha, de uma beleza doce como o mel. Beleza que amanheceu e desobedeceu. Se espreguiçou pura e inocentemente, logo despertou. E que cheiro tinha! Tóxico e viciante... Era misteriosa e delicada em si, frágil e sem receios, mesmo não sabendo o que lhe esperava do lado de fora. Mas, mesmo assim, veio, modesta e fina, como sempre. Em semente, era jeitosa e casual. Nos primeiros ramos, era como se já estivesse em casa. Despertava uma flor, carente de amor. Uma linda flor, tímida e genuína, de uma beleza que arrancou suspiros até dos desapaixonados pela vida. Sem cravos, sem espinhos, apenas uma linda flor.

- Procuro pelo amor. Você saberia onde posso encontrá-lo?

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