22 junho 2017

Sentimentos

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                         É a pior sensação do mundo essa que nos faz sentir os menores do mundo. "Faz sentir" porque talvez no fundo eu saiba que não seja verdade ou talvez até seja, mas eu prefiro escutar a voz baixinha que tenta me convencer do contrário. Faz-me sentir menos importante... ou não importante o suficiente tanto quanto outros. Faz eu me sentir insegura do que um dia já tive uma leve certeza (ou, ao menos, achei que tivesse). Faz o coração apertar ao menor sinal de indiferença, proposital ou não. Marcas profundas em mim que, nem sei como, eu consigo sobreviver todos os dias. Que me fazem também invejar qualquer mero sinal de que um outro alguém talvez faça mais diferença que eu. A dor de cabeça já palpita eternamente na cabeça, resultado de uma profusão de sentimentos que vieram à tona em forma de lágrimas.

22 março 2017

Carta aberta

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Já tem um tempo que eu queria dizer umas coisas... Demorei por não saber ao certo como falar; não por não saber o que eu sinto nem por medo, mas porque não sabia o jeito mais certo de o retratar. Palavras quase sempre não são suficientes; infelizmente, são tudo aquilo que posso te dar. Queria te dizer que tu me fazes muito feliz, ainda que não possa te demonstrar, com cada simples sorriso teu, cada careta feia, cada piada que, sim, tem muita graça, sim, ainda que o contrário digam; esse nosso amor leve e puro que me completa de uma forma que nunca pensei que pudesse conseguir alguma vez na vida e me faz pensar o quão incompleto deve ser o coração daqueles que nunca puderam encontrar o seu par, ainda que não saibam ou não precisem disso; tão leve que me faz esquecer o resto do mundo, tão puro quanto teu cheiro.

Queria dizer que estou aprendendo contigo a viver uma vida incrível, mesmo em tão pouco tempo, de uma forma inacreditavelmente divertida; não consigo nem mesmo dizer o quão sincera são as minhas gargalhadas, de tão forte que elas se apoderam de mim; esse amor bobo, que faz de mim mais criança que já sou; deixa-me desnorteada, doidinha, estupidamente sorridente, pensando nas besteiras ditas por ti; pego-me fazendo ataques de cócegas malucas e de beijinhos por um sorriso teu; mas também esse amor louco, que perfaz todo o meu corpo, centímetro por centímetro, e mexe com meu ser em chamas. Teu beijo me descontrola; faz de mim insana por uma vontade de te ter e me faz clamar por um simples toque teu.

Queria dizer que teu abraço me alivia as dores da alma, da consciência e do coração pesado. Aquece meu corpo por inteiro, desembaraça meus problemas e acode meus pensamentos. Teu toque me enrubesce o rosto; não consigo demonstrar o quanto ele me arrepia a espinha e todos os nervos do meu corpo, e dá-me o famoso frio na barriga. Teu carinho é comparável a nenhuma sensação desse mundo. Eu conto os dias para te ver de novo, penso em ti a todo instante; viro adolescente mais uma vez. Nossas noites são, além de únicas, mágicas; nossas conversas me fazem sempre querer mais. Saudade eu tenho sim... e essa saudade só aumenta, só me fortifica, a ponto de me fazer te querer mais cada dia que passa ao meu lado. 

Esse amor me convence de uma coisa: se o verdadeiro sentimento existe, ele tem nome e sobrenome. Essa emoção só me faz perceber o quanto tu és especial e tu me faz sentir da mesma forma, que me pego rindo sozinha com uma lembrança de uma frase dita; um 'eu te amo' que se apoderou da minha mente para nunca mais sair. Toda palavra tua fica marcada profundamente em mim; cada olhar teu me vislumbra e me descobre por completo. Talvez tu nunca entenda o porque de eu ter dito tudo isso, mas o coração falou mais alto para mim hoje...

...falou para mim que tu és aquele que eu quero para mim.

16 fevereiro 2017

Um amor

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Procuro um sorriso certo
nas curvas incertas da minha vida;
Por um alguém que me conforte
nos dias inquietos de despedida

Procuro um amor de ventania
que sopra em meu rosto a felicidade de um novo dia;
Um carinho recíproco entre amantes,
que me diz verdades a todo instante

Espero um amor de sorriso certo,
que levará embora meus dias inquietos,
minhas despedidas
e as curvas incertas da minha vida



21 dezembro 2016

Resoluções de ano novo?

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                   O ano de 2016 voou como um pássaro lutando pela sua liberdade. Aos meus olhos, passou deixando muitas marcas. No meu coração, uma lembrança, uma ferida e uma felicidade. Foi um ano de muitas emoções e também de muitas descobertas; emocionei-me com o fim de uma era, que se fez inesquecível dentro de mim, mas, a passos lentos, caminha em direção a indiferença, passos que me levam para uma nova vida; chorei de alegria ao descobrir a força de uma amizade na vida de alguém. A minha resolução de ano novo não é fazer uma lista de coisas que quero que o novo ano me traga, pois o futuro não pertence a mim, apesar de ainda ter certeza sobre a quem pertence, mas sim refletir sobre tudo que passei esse ano, como isso influenciou minha vida, minhas decisões e minhas escolhas; como as situações me fizeram crescer, enquanto pessoa, enquanto amiga e enquanto família. Aqui vai a minha lista: 

1. Esse ano posso dizer que aprendi a amar; amor esse que dificilmente vai embora, que me mostra o que a vida realmente é e o que ainda pode vir a ser. Amor esse que me fez pensar adiante, em um futuro que não me prende no presente nem no passado, ainda que não possa deles me desligar, e que me mostra o que é ser feliz, mesmo diante dos grandes obstáculos impostos. Entretanto, parte desse amor também se mantém impenetrável, tentando se soltar das amarras da saudade, da tristeza e da solidão de um alguém ausente, tão ausente que chega a doer. 

2. Esse ano posso dizer que aprendi a acreditar; acreditei em mim mesma e no poder uma amizade forte e verdadeira, quando achei que tudo estava perdido; acreditei nas pessoas certas, pessoas maravilhosas que me fizeram ressurgir de um período sombrio, fizeram-me enxergar a vida bonita que se desenrola todos os dias na minha frente e que mostraram que o amor, ainda sim, existe; acreditei, então, nele também, no amor, que me deu a força necessária para recomeçar, começando por tudo aquilo que eu, um dia, perdi. 

3. Esse ano aprendi que problemas virão e irão, mas a forma como eu lido com eles é que ficará para sempre. Não lidei da melhor forma com a maioria dos problemas que me deparei, mas encontrei um jeito de superá-los dentro do meu coração e encarar de frente aquilo que esbarrava em mim. Esse ano foi muito difícil, em todos os aspectos da minha vida, mas para quem chegou a acreditar que nada melhoraria o ano quase findo, ele está terminando de forma positiva e cheio de esperanças; não suficiente, mas satisfatória, por enquanto.

4. Esse ano descobri a esperança: quando faltaram forças, ela me manteve viva. Quando quis mudar de atitude, mas não sabia como, ela me mostrou o que fazer. Hoje, mantenho a mente aberta para coisas que antes só via como distante do meu mundo, percebendo que. ainda que não haja crença, a participação pode ser positiva e bastante enriquecedora. 

5. Por último, posso dizer que esse ano, acima de tudo, eu aprendi a ser verdadeiramente feliz. Ainda que várias situações tenham me deixado triste e desesperançosa, o importante foi saber que eu consegui deixar a felicidade me vencer e essa felicidade me mostrou que a vida, ainda que difícil, pode ser viva; basta querer viver. 

Resolução de ano novo? Que esse ano termine para todos melhor do que tenha começado, que o Natal seja um recomeço e momento de inspiração e reflexão e que o ano novo seja apenas um dos muito bons dias que virão pela frente.

26 setembro 2016

Eu

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Eu, eu mesmo...
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar. –
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito? Incógnito? Divino?
Não sei...
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida...
A vida que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu...

(Fernando Pessoa)

20 setembro 2016

Deserto

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                     No silencio da noite, eu me percebo pensando o quanto é difícil ser solitária. Não sozinha, bem longe disso, pois sei ser cercada de pessoas maravilhosas; nem desacompanhada, pois ainda tenho poucos bons amigos. Apenas solitária, só e um tanto quanto desorientada. É uma sensação vazia não se encontrar na presença de outras pessoas, que não querem outra coisa senão te fazer companhia na solidão da tua presença. É estranho ser vulnerável diante das pessoas que tentam te desvendar, quando você na verdade não sabe como se achar no meio desse pátio escuro e frio que é a solidão. A alma chega a doer, às vezes. Mas, na verdade, essa sensação me apavora. Apavora-me também a constante sensação de perseguição; pensar que isso pode me acompanhar por toda a minha vida. E expor-me parece-me ser ainda pior; é como dançar: todos estão ali para te ver, mas poucos estão realmente ali contigo para entender as estranhezas do teu ritmo. E antes de eu saber definir se gosto dessa dança ou se a repúdio, eu acabo me despertando para a única vida que pulsa dentro de mim: solidão.

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