23 junho 2011

Hipocrisia

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Pelo tempo que reconheci em mim uma guerreira, lutando e correndo atrás de uma vida que perdi a muito tempo, já deveria saber o que restava. A esperança tomou pouco da minha consciência; o que apareceu mesmo foi o calor de um novo tempo. Sem rumo? Talvez. Para que uma queda valha a pena, ela precisa de emoção. Emoção essa que nunca me apareceu. Mas alguns momentos são mesmo hóstis, como costumam dizer. Poucos heróis, poucas glórias e alguma (pouca) vontade de continuar. Não adianta nem mesmo recomeçar, porque a razão perde o sentido e a emoção... Essa nunca nem foi sentida.

11 junho 2011

Dias estranhos

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             Um olhar perdido pelo céu para encontrar um sol nascente, um novo dia agitado e perplexo que se erguia e sentia-se suficiente novo para andar. O mundo já não é mais o mesmo dos tempos passados. Talvez isso explicasse o tom assustado que os ventos traziam. Você, um você diferente, desolado, de olhares perdidos e de dúvidas, receios e anseios permanentes retratados e esculpidos em seu belo rosto sob a noite ao luar; eu, o reflexo de várias noites em claro, pensando na lua e nas estrelas que perdi. Em algum momento, a distração me passou para trás. Descobri alguns pedaços falhos do céu.
             Por muito tempo, fui atrás de algo que não existia. Um milagre, talvez; não sei se essa é a palavra certa. Juras e promessas eu fazia ao olhar para o mundo infinito logo acima de mim, cheia de jóias e ouro e ainda assim tão simples, que valia mais que qualquer outra coisa no mundo. Carregava o fardo de uma longa jornada sem volta, sem prêmios, sem orgulho e sem promessas de dias melhores no final da trajetória. Tantas vezes pensei no quanto sentia falta das minhas estrelas, aquelas me mostravam o caminho quando a bússola e, por ora, o instinto apenas teimavam em falhar. Mas para onde elas me levavam? Para onde eu queria ir?

08 junho 2011

Dias e noites à vida

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Vivo a vida que a manhã me traz, a beleza e leveza ao raiar do sol. Nem mesmo os pássaros perdoam quando chegam as nuvens cinzas ao longe no horizonte. Dizer que a vida é apenas bela não condiz com a realidade. Não é só esse espírito que emana de mim que me comprova como me mostra a liberdade que a vida nos dá em expressão e sentimentos. Meu pensar e meu agir, sem nenhuma culpa ou dor. Não sou só regada a sorrisos e felicidade eu não sinto o tempo todo; apenas paz me mostra a vida com ela é agora. Porque então chove nos dias que passam? Porque então não sei aonde ir? Porque a paz sumiu... A minha paz, ela foi embora.

04 junho 2011

Saudades

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Nas horas mortas da noite
Como é doce o meditar
Quando as estrelas cintilam
Nas ondas quietas do mar;
Quando a lua majestosa
Surgindo linda e formosa,
Como donzela vaidosa
Nas águas se vai mirar!

Nessas horas de silêncio,
De tristezas e de amor,
Eu gosto de ouvir ao longe,
Cheio de mágoa e de dor,
O sino do campanário
Que fala tão solitário
Com esse som mortuário
Que nos enche de pavor.

Então — proscrito e sozinho —
Eu solto aos ecos da serra
Suspiros dessa saudade
Que no meu peito se encerra.
Esses prantos de amargores
São prantos cheios de dores:
— Saudades — dos meus amores,
— Saudades — da minha terra!
 (Casimiro de Abreu)

03 junho 2011

Tardes vazias

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Nas tardes vazias de uma vida
sem sentido, sem razão, sem emoção
Uma luz que aparece sem rodeios
e não traduz nenhuma canção

Atrás de um clarão,
eu corro - ah, e como corro!
Mas agora me diz, vida
o que eu faço por um socorro

Sinto a minha fome,
percebo a minha sede,
mas ainda não vi o que me espera;
Só sei do frio em minha pele
e do amor em meu coração
que começa a enxergar as dores da minha emoção
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