03 junho 2011

Tardes vazias

Nas tardes vazias de uma vida
sem sentido, sem razão, sem emoções,
surge uma luz, súbita, sem rodeios,
que traduz todas as canções.

Atrás desse clarão eu corro —
ah, e como corro! —
mas me diz, vida:
a quem peço socorro?

Sinto a fome que me habita,
reconheço a sede que me guia,
e ainda ignoro o que me espera,
mesmo que não seja mais uma tarde vazia.

Conheço apenas o frio na pele
e o amor, ainda vivo no peito,
aprendendo, enfim, a reconhecer
as dores do próprio vazio.

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