20 julho 2011

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"Guarda estes versos que escrevi chorando como um alívio a minha saudade, como um dever do meu amor; e quando houver em ti um eco de saudade, beija estes versos que escrevi chorando."
(Machado de Assis)

Brilho de uma lástima

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                   Eu não tinha esquecido. Nada tinha ido embora. Estava junto às cinzas do inverno que passei ao seu lado; todos os dias e todas as noites. Todos os sentimentos. Aquele nosso antigo sonho de sorrir sem pensar no amanhã, dias que a gente não sabia para onde iriam, dias que não existem mais; esse sonho foi embora junto as lágrimas que derramei sem vergonha de me arrepender. Todos aqueles carinhos, todos aqueles momentos... Aquilo corrói o meu coração. Saudade é muito pouco para o que sinto, porque sentir dói demais. Isso dói mais.

Saudade

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“Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.”
(Martha Medeiros)

Por todos os sorrisos

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                 "Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim, do companheirismo vivido.
                      Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe, nos e-mails trocados. Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo. Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
                     A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente. Quando o nosso grupo estiver incompleto, nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos, faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado e nos perderemos no tempo. Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades. Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos."
(Vinícius de Moraes)

Dia do Amigo, 20 de julho.
Feliz dia do amigo a todos os amigos do mundo, todos os dias.

19 julho 2011

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A vida não permite anseios ou ensaios. Então, ame, viva, sorria. Seja.

18 julho 2011

Dê-me asas para voar

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              Por onde andou as décadas da minha existência? Aonde foram parar as histórias de uma vida inteira?
           A juventude em tardia, alheia a mim própria e sem poder retroceder no tempo. Descubro que não vivi esses anos todos. Os anos pararam nas fotos em preto-e-branco do álbum de fotografia antigo, jogado nas empoeiradas estantes da saudade. Nele havia inúmeros espaços em branco. Fotos não tiradas, momentos não vividos.
               A vida continuou, intacta; não aconteceu, nada mudou de forma alguma. Algumas coisas só ficaram nas lembranças que eu guardei ou nas que quis guardar. Algumas eu decidi simplesmente ignorar e deixar morrer, quando decidi esconder os sentimentos. Senti o pesar da dor, antes de cair sob os braços da tristeza e afundar. Minha cabeça teimava em tombar, o tempo parecia correr, acelerado, ilusório, perdido. Esse era um sentimento novo para mim, tanto quanto era insubstituível e, de certa forma, agonizante, só não sei dizer em quais proporções. Mas em cada parte desse ser monótono, eu vi a nítida impressão que a vida deixou: o passado não acontece se não estivermos presente.
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Sofrer não vale o preço de desistir.

14 julho 2011

Amar é...

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Muito já me perguntaram a respeito do amor, e, tanto quanto os outros, não sei responder. Talvez pelo fato de nunca ter amado ou talvez porque eu não tenha esse poder. O amor ultrapassa os limites de uma explicação plausível e racional, então quem sou eu para dizer? O amor é restrito para os amantes; nem mesmo os poetas o sabem recitar. "O que é amor? O que é amar?" Amar é um mistério sem solução. Um clichê bastante convincente e verdadeiro, mas como posso saber sobre um sentimento tão incerto sendo eu tão... humana?

Saber viver

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"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome: auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes. Hoje descobri a humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é saber viver."

(Charles Chaplin)

13 julho 2011

Promessas insignificantes

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Diga que estou em cada canto do teu olhar, em cada poço do teu pensamento, em cada estrela da noite a chegar. Diga que precisa de mim, que me quer ao teu lado, em qualquer lugar, em qualquer situação. Diga que não é exagero quando diz que a lua não se compara a minha beleza, mas que é uma forma de beleza tão pura quanto a minha. Diga que meu sorriso é radiante e que te faço nascer de novo em um mundo sem promessas árduas. Apenas diga que te faço feliz, que te faço sorrir; diga que me quer junto a teu coração, sem com isso ter que aturar o peso de ter dito a coisa errada pelo resto da vida. Não precisava doer tanto assim; apenas me fazer sentir o que é saudade, aquela velha e bonita amizade entre eu e o teu coração. Não precisava acontecer tantas vezes; apenas uma vez me deixaria a altura de viver uma vida conturbada e feliz, mas apenas uma, pois uma segunda seria invíavel a ponto de me fazer enlouquecer. Não preciso dizer que isso é apenas uma desculpa pra ouvir o que não tenho coragem de dizer, pois as palavras tornam esse sentimento insignificante. Apenas diga, que o meu coração se encaminha do restante.

Inventário

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Pouco tempo de muito serviu. As esquinas da minha solidão pouco a pouco encontravam-se nas tuas ruas esguias, aquelas nas quais um dia eu mesma já me encontrei. O tempo para quando a gente mais precisa dele, mas sorri enquanto a gente caminha. Debochado, suave, amedrontador. Me sinto dona de nada; nem da verdade, nem do amor. Pouco parece que mudou. Uma nuvem aqui, algumas folhas ali, mas tudo parece essencialmente o mesmo. A escuridão faz parte de cada elemento, sem pedir perdão, sem sentir desculpas, apenas remoendo cada pedaço, destruindo cada sorriso que um dia já esteve ali e nem ao mesmo para para se despedir quando me leva embora. Talvez ainda haja mais a descobrir; eu fujo apenas dessa vez para não descobrir a dor mais uma vez.
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