13 julho 2011

Promessas insignificantes

Diga que estou em cada canto do teu olhar,
em cada abismo do teu pensamento,
em cada estrela que acende a noite.

Diga que precisa de mim — que me quer ao teu lado,
em qualquer lugar, sob qualquer circunstância.
Diga sem medo, sem medida.

Diga que não exagera quando compara a lua à minha beleza —
não porque ela seja menor,
mas porque é tão pura quanto.

Diga que o meu sorriso te ilumina,
que em mim você recomeça,
como se o mundo, de repente, fosse leve, sem promessas pesadas.

Diga apenas que te faço feliz.
Que te faço sorrir.
Que me quer perto do teu coração —
sem o peso de temer ter dito demais,
sem o arrependimento de ter dito tarde.

Não precisava doer tanto assim.
Bastava me ensinar o que é saudade —
essa velha e bonita ligação entre o meu peito e o teu.

Não precisava acontecer tantas vezes.
Uma única vez já bastaria
para sustentar uma vida inteira, confusa e feliz.
Uma segunda… talvez me levasse à loucura.

E eu nem preciso dizer —
tudo isso é só uma forma de ouvir de você
o que nunca tive coragem de confessar.

Porque, no fundo, as palavras diminuem o que sinto.
Mas, ainda assim diga.
Que o meu coração cuida do resto.

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