14 setembro 2011

Guerra e agonia

Vem de dentro para fora. Vem do alto, do além — de um lugar que não enxergo bem. E, de tempos em tempos, retorna como quem insiste em me fazer esquecer a verdade, só para me fazer sentir tudo outra vez. Sentir o que não quero, o que talvez nem devesse sentir. Ainda assim, não peço perdão pelo que fiz, nem pelo que disse. Agradeço à coragem que me atravessou — e à presença de quem esteve ali para ouvir. Já é tarde para nomear o que foi: se senti, se chorei… Mas não posso negar — doeu. Doeu no fundo, onde o silêncio pesa. Foram noites monótonas e, paradoxalmente, intensas — tão vivas que me transbordaram. Ventos vieram, trazendo sonhos que eu quis esquecer, mas que insistiram em permanecer. Não sei dizer se vivi ou se sonhei. Talvez tenha sido tudo ao mesmo tempo. O que passou… passou. De uma vez só, rápido demais — como um suspiro que se perde antes de ser compreendido. Cada palavra, cada distância — uma guerra. Uma agonia.

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