às
18:43
09 outubro 2011
Velho e antigo
Postado por -
Renata F.
Aquele frio no estômago — ainda sinto. O arrepio que percorre a espinha, o coração nas mãos quando o telefone toca; e o mesmo coração, descompassado, ao ver o nome acender na tela — tão confuso e tão bom — ainda sinto. Ouvir a música que ele canta baixinho, meio desafinado, ao pé do ouvido, e trazê-lo à memória, vivo, por um instante inteiro. Sentir um perfume qualquer e, de repente, reconhecer: é o dele — ainda sinto. Quando me envolve em seu abraço, como um manto, é como se o mundo coubesse ali. O abraço firme, quase infinito. O sorriso levemente torto — imperfeito, e por isso mesmo o mais bonito — aquele que ilumina, que contagia, que faz da simplicidade um lugar inteiro. Simples é o seu toque. Simples é também a forma como ele volta ao meu pensamento, sem esforço, sem aviso. E mais que o frio no estômago, há um torpor suave, um sorriso inevitável que nasce nos meus lábios… ao vê-lo. Só ao vê-lo. Ainda sinto — como no primeiro instante em que algo novo e diferente floresceu em mim. Um novo bom. Um novo que transformou tantas coisas e continua transformando, a cada hora, a cada dia. Um novo que amo hoje como se fosse antigo, como se sempre tivesse sido meu — mas que jamais se desgastou, jamais se perdeu no tempo. E não vai se perder. Porque há sentimentos que nascem raros — e, justamente por isso, nunca deixam de ser extraordinários.
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