às
22:51
As flores murcharam no vaso;
a água, esquecida, amarelou no tempo.
Cada dia que passou foi lágrima contida,
foi dor escapando em silêncio, sem alento.
E ainda assim, ela permaneceu —
teimosa, presente, viva em cada canto.
Talvez fosse saudade, talvez fosse amor demais,
transbordando em vão, sem destino, sem pranto.
Não sei dizer se era ausência ou excesso,
se falta tua ou sobra de mim;
só sei que ficou — densa e inquieta —
como algo que nunca chegou ao fim.
Por uma flor, por um beijo qualquer,
eu ainda pediria um gesto teu:
um sopro, um cheiro, um leve desejo,
qualquer traço do amor que se perdeu.
Só uma forma — mínima que fosse —
de acalmar esse peito aflito e tardio;
porque entre o que ficou e o que partiu,
ainda ecoa, em mim, um amor vazio.
14 outubro 2011
Desejo proibido
Postado por -
Renata F.
As flores murcharam no vaso;
a água, esquecida, amarelou no tempo.
Cada dia que passou foi lágrima contida,
foi dor escapando em silêncio, sem alento.
E ainda assim, ela permaneceu —
teimosa, presente, viva em cada canto.
Talvez fosse saudade, talvez fosse amor demais,
transbordando em vão, sem destino, sem pranto.
Não sei dizer se era ausência ou excesso,
se falta tua ou sobra de mim;
só sei que ficou — densa e inquieta —
como algo que nunca chegou ao fim.
Por uma flor, por um beijo qualquer,
eu ainda pediria um gesto teu:
um sopro, um cheiro, um leve desejo,
qualquer traço do amor que se perdeu.
Só uma forma — mínima que fosse —
de acalmar esse peito aflito e tardio;
porque entre o que ficou e o que partiu,
ainda ecoa, em mim, um amor vazio.
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