14 outubro 2011

Coisas do coração


Não me lembro de, em algum dia, ter desejado reviver tudo aquilo. Na verdade, já não me vem quase nada à memória — nada do que um dia me diminuiu ou tentou me desfazer. Ainda assim, não abandonei o que o coração, em silêncio, me contou. Fui atrás dos versos mudos que deixei espalhados pela minha própria história — linhas tortas, sentimentos guardados, páginas que eu mesma evitei reler. Em cada uma delas, houve dor e um pouco de mim se perdendo. Mas também houve verdade. E é por isso que posso dizer, com sinceridade, que sorri. Sorri mesmo quando não era fácil, mesmo quando o peso parecia maior que o peito. E, mais do que isso, amei — amei com tudo que eu tinha, com tudo que eu era naquele momento. Talvez eu não queira lembrar de tudo, mas carrego comigo o que importou: a prova de que, mesmo em meio às ruínas, eu fui capaz de sentir — e ainda continuar.

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