17 abril 2011

Inquieta

Há uma parte de mim que não se cala. Grita com uma voz frágil — e não suporta o próprio silêncio. Posso me manter quieta, sufocada, sem conseguir compreender cada fragmento do que sou. Mas para quê? Que valor tem essa agonia?

Carrego em mim um pouco de cada amor, de cada sorriso — e também de cada lágrima. Ainda assim, não sei por onde andei. Não sei por onde me libertar, nem onde levantar quando cair. Há em mim um pedaço que não entende; outro, que implora por liberdade. E, agora, exausta, já nem sei o que em mim ainda merece chorar.

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