24 abril 2011

A coragem de ser feliz


Pelo pôr do sol no fim da tarde; pelo mar — calmo ou revolto —; pelas estrelas que cintilam ao lado da lua no anoitecer e pela esperança insistente de um dia novo e melhor. Por um abraço que aquece a alma, por um gesto de afeto de amigo ou de irmão, por um sorriso verdadeiro, pela simples alegria de estar viva.

Pelo estranho e belo prazer de sentir: de se apegar, de ter ciúmes, de chorar, de cuidar do que se ama. Por cada sonho luminoso, por cada pensamento que insiste, por cada ideal que nasce em silêncio. Por estender a mão, por perceber o outro, por sentir sua presença ao lado — sem medo de ser feliz.

Sorrio por tudo isso e por tanto mais. E penso: se sorríssemos sem medo, sem vergonha, sem o peso das preocupações, talvez tudo fosse mais leve. Diz-me — é perigoso, afinal, simplesmente ser feliz?

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