18 maio 2026

Contraste

Hoje, o sol tingiu os céus e as paredes de amarelo no fim do dia. Apesar disso, as nuvens insistem em cobrir o céu de cinza. Não dá para saber se o mundo está sorrindo ou pronto para chorar. E, no fundo, há um alívio secreto em perceber que a natureza, em toda a sua imensidão, também tem as suas crises de identidade. O céu de hoje é um reflexo de nós: essa luz morna que teima em clarear os dias, mesmo quando o peso lá fora ameaça desabar. No fim, que venha a chuva ou que fique o sol. O que importa é que o mundo, ainda que por um instante, conheceu o amarelo, antes da chuva começar a cair.

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