12 setembro 2011

Paz

Ouço um chiado — alguém chama meu nome. Há algo estranho na forma de me chamar — uma entonação exaltada, quase estranha ao que estou acostumada. A voz que me chama não é assim. É baixa, abafada, distante… por vezes amarga.

Espero — ainda espero — por aquele sorriso escondido no som, por um riso leve que me alcance ao pronunciar meu nome. Um tom amoroso, único, capaz de me reconhecer inteira. Mas ele não vem. Nunca vem. Perde-se em algum lugar do infinito, dissolvido num rosto que não reconhece emoção.

E então me pergunto: será que nunca há de chegar quem me faça sentir diferente? Quem me desarme só ao dizer meu nome, quem me desfaça em silêncio, quem me enlouqueça no simples ato de me chamar?

Ah, que Deus o traga antes que eu me esqueça do que é felicidade. Porque em mim ainda habita a paz que procuro — a paz dos meus amanheceres, a paz de amar, a paz de sorrir sem esforço.

Eu só preciso… de paz.

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