às
17:09
13 julho 2011
Tempo
Postado por -
Renata F.
Pouco tempo — e ainda assim, tanto. As esquinas da minha solidão, aos poucos, foram se encontrando nas tuas ruas estreitas, aquelas onde um dia eu mesma me perdi — e, por um instante, me reconheci. O tempo… ah, o tempo. Ele para quando mais preciso, mas sorri enquanto sigo. Um sorriso debochado, suave, quase cruel. E eu, no meio disso tudo, não me sinto dona de nada. Nem da verdade. Nem do amor. Pouco mudou — ou é o que parece. Uma nuvem que passa, algumas folhas que caem… mas, no fundo, tudo permanece estranhamente igual. A escuridão habita em mim sem pedir licença. Não se desculpa, não hesita — apenas corrói, em silêncio, cada parte, cada vestígio de luz. Apaga os sorrisos que um dia foram meus… e sequer se despede quando me leva com ela. Talvez ainda haja algo a descobrir. Mas, desta vez, eu escolho fugir — não por fraqueza, mas para não reaprender a dor.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 recados:
Postar um comentário