19 novembro 2010

Restos de amor


A verdade? Eu me esqueci do amor. Escolhi deixá-lo ir, rendi-me ao cansaço — e agora me arrependo. Foram longos dias de silêncio… Hoje, meu sorriso disfarça lágrimas, porque, no fundo, eu só quero amar. Quero o amor de volta: sem arrependimentos, sem solidão.

Não sei existir num mundo que não pulsa dentro de mim. Há um coração aqui, insistente, ardente, recusando-se a se calar. Talvez eu me perca por causa de um amor — e isso parece inevitável. Vejo minha alma onde não queria vê-la, exposta, sem abrigo.

Não é sobre perfeição. É sobre ausência de respostas. E, no meio disso tudo, descobri um segredo: guardo comigo um frágil pote de faz-de-conta, cheio de ilusões — e é dele que ainda tento viver.

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