24 novembro 2010

Sonhos adormecidos

Alguns dos maiores sonhos se escondem nas dobras da mente, disfarçados de esquecimento. Ali permanecem, silenciosos, até que a realidade — áspera e repentina — irrompe e assusta até o mais frágil deles.

Na pressa de viver, surge a dúvida: haverá tempo para guardar, intacto na memória, todo o esplendor de um mundo novo, sem que ele se perca no caminho?


Um estado de espírito estranho emerge das profundezas e se expõe a uma luz contínua e ofuscante. É uma tristeza sutil, mas suficiente para fazer nascer novos sonhos — como se a alma insistisse em recomeçar.

E, nos últimos segundos que resistem, resta a pergunta: irão despertar novamente para a vida… ou apenas voltar a dormir — desta vez, para sempre — afundando no mais profundo dos sonhos?

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