22 maio 2011

Palavras usadas


"Peço-te perdão, ainda que não aceites minhas desculpas. Perdão por tudo o que fiz, pelo que disse e pelo que calei — e, sobretudo, pelas ações impensadas. Perdão pelas pequenas negligências, pelos excessos, pelas loucuras e, principalmente, pelas dores que te causei. Carrego em mim essas marcas: silenciosas, persistentes. Reconheço meus erros, minhas falhas, minhas imperfeições — aquilo em mim que tantas vezes foi descuidado e pesado. Ainda assim, acredito que há algo que resiste. Guardo no peito a certeza de que esse nosso nó — esse pequeno grande ponto que é a nossa amizade — não se desfaz com facilidade. Acredito em nós como uma força rara: que se renova, que persiste, que não se cansa, apesar da distância, apesar do tempo, apesar de tudo. Se estas lágrimas que derramo por ti nada significarem, perdoa-me também por isso. Talvez sejam frágeis, talvez insuficientes — mas são sinceras. Eu não agi por mal. Apenas te peço, com o que me resta de verdade: o teu perdão."

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