08 setembro 2016

Ainda amor

Eu já não sou a mesma pessoa de alguns anos atrás. O amor tomou conta de mim e fez do meu corpo a sua morada. Cada nervo meu parece queimar ao sentir esse sentimento - tão puro e tão verdadeiro - correndo pelas minhas veias. Foi um amor que chegou simples, quase silencioso, como quem não pede licença, mas encontra um lugar para ficar.

E ficou.

Durante muito tempo ele me fez feliz. Abraçou-me de um jeito inteiro, tomou minha vida e minha alma como se fossem dele também. Eu vivi dentro desse amor como quem encontra abrigo em meio à tempestade. Tudo parecia mais vivo, mais intenso, mais cheio de sentido. O problema é que ele ainda vive em mim.

A diferença é que agora já não posso mais dividi-lo. Agora sigo por conta própria, com a alma e o coração partidos, tentando esquecer alguém que, no fundo, eu não quero esquecer. Há algo de profundamente cruel em ter que ensinar o próprio coração a soltar aquilo que ele ainda insiste em segurar.

Acho que essas foram - e talvez continuem sendo - as duas coisas mais difíceis que já precisei fazer na vida: deixá-lo ir e aprender a deixar de amá-lo. Porque ir embora, às vezes, é um ato necessário.

Mas deixar de amar…

é um trabalho lento da alma, porque algumas pessoas nunca vão realmente embora de nós - mesmo depois de partirem.

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