Último dia do ano e a percepção de que é igual aos outros. Nenhuma fato extraordinário, nem mesmo um céu de cor diferente. É nesse novo ano que os novos desejos e promessas aparecem. Desejos de paz, promessas de mudar. É nesse novo ano que aparecem desejos de um ano melhor e maior, de alegrias e histórias para contar. É nesse novo ano que eu, em minhas inutilidades de todo fim de ano, desejo apenas um mundo novo, cheio de paz e nenhuma promessa, pois promessas levam a ilusões e nenhuma ilusão é construtiva. É nesse novo ano que virão novos amores, novos sabores, novos dias, dias de uma vida. Novas histórias, novos risos, novos sorrisos, novas primaveras e verões. Virão felicidades e decepções, tranquilidade e angústias, mas isso só depende de a vida ser devidamente vivida. Que esse não seja um ano de promessas, que ele não fique apenas no papel. Que esse ano novo seja repleto de novos dias e, principalmente, de novos invernos, pois ninguém vive apenas do calor do momento. E que esse seja um ano memorável, pois o mesmo que desejo a mim, desejo a você em dobro. E mesmo quando a virada do ano passar, estarei pensando em você e desejando tudo outra vez, em todos os novos dias que virão.
às
16:44
Último dia do ano e a percepção de que é igual aos outros. Nenhuma fato extraordinário, nem mesmo um céu de cor diferente. É nesse novo ano que os novos desejos e promessas aparecem. Desejos de paz, promessas de mudar. É nesse novo ano que aparecem desejos de um ano melhor e maior, de alegrias e histórias para contar. É nesse novo ano que eu, em minhas inutilidades de todo fim de ano, desejo apenas um mundo novo, cheio de paz e nenhuma promessa, pois promessas levam a ilusões e nenhuma ilusão é construtiva. É nesse novo ano que virão novos amores, novos sabores, novos dias, dias de uma vida. Novas histórias, novos risos, novos sorrisos, novas primaveras e verões. Virão felicidades e decepções, tranquilidade e angústias, mas isso só depende de a vida ser devidamente vivida. Que esse não seja um ano de promessas, que ele não fique apenas no papel. Que esse ano novo seja repleto de novos dias e, principalmente, de novos invernos, pois ninguém vive apenas do calor do momento. E que esse seja um ano memorável, pois o mesmo que desejo a mim, desejo a você em dobro. E mesmo quando a virada do ano passar, estarei pensando em você e desejando tudo outra vez, em todos os novos dias que virão.
26 dezembro 2011
Novos dias
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Renata F.
Último dia do ano e a percepção de que é igual aos outros. Nenhuma fato extraordinário, nem mesmo um céu de cor diferente. É nesse novo ano que os novos desejos e promessas aparecem. Desejos de paz, promessas de mudar. É nesse novo ano que aparecem desejos de um ano melhor e maior, de alegrias e histórias para contar. É nesse novo ano que eu, em minhas inutilidades de todo fim de ano, desejo apenas um mundo novo, cheio de paz e nenhuma promessa, pois promessas levam a ilusões e nenhuma ilusão é construtiva. É nesse novo ano que virão novos amores, novos sabores, novos dias, dias de uma vida. Novas histórias, novos risos, novos sorrisos, novas primaveras e verões. Virão felicidades e decepções, tranquilidade e angústias, mas isso só depende de a vida ser devidamente vivida. Que esse não seja um ano de promessas, que ele não fique apenas no papel. Que esse ano novo seja repleto de novos dias e, principalmente, de novos invernos, pois ninguém vive apenas do calor do momento. E que esse seja um ano memorável, pois o mesmo que desejo a mim, desejo a você em dobro. E mesmo quando a virada do ano passar, estarei pensando em você e desejando tudo outra vez, em todos os novos dias que virão.Que em 2012 caiba todos os seus sonhos!
às
23:40
21 dezembro 2011
Constante
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Renata F.
É dezembro chegando, árvores de natal enfeitando as vistas de um mundo mais feliz e as pessoas querendo mudar. Mudar é, constantemente, uma busca, um referencial, algo no que se fixar quando nada mais aparece, por hora. E quando chega o natal e o ano novo... e muitas pessoas "mudando". Mas ninguém precisa de listas (apenas) para o novo ano que chega ou de resoluções (apenas) de fim de ano. Refletir sobre as escolhas em uma única noite não muda o fato de você não ter refletido quando deveria. Pensar no que deveria ter feito para ajudar uma pessoa não muda o fato de que você não o fez. Nada disso traz seus dias de volta. O tempo permite sempre segundas chances, mas nenhuma ajuda para mudar ajuda se dura apenas algumas horas ou dias. Mudar não é para uma madrugada ou para um novo número. Se é para mudar, que seja todos os dias, não importa a data, não importa a hora, só seja agora e por você.
às
23:02
09 dezembro 2011
Voz do infinito
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Renata F.
Silêncio é a voz da dor,
corrente presa nos braços do amor;
é a saudade que insiste no peito,
é a alegria escondida em um beijo suspeito.
Silêncio é a alma do grito contido,
um coração que aprende no castigo;
é o gosto sutil do infinito,
é o meu lugar no abrigo.
às
21:49
Porto da saudade
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Renata F.
Tudo não passa de um porto. Um porto em preto e branco, gasto pelo tempo, inútil — desses que não levam mais ninguém, apenas devolvem lembranças.
Os bancos são os mesmos.
Os rostos, quase.
Nem os problemas se deram ao trabalho de mudar.
Caminho devagar, arrastando os passos por aquele lugar saturado de histórias. Cada canto guarda um enredo: ali, perto do cais, casais se desfaziam em discussões antes da partida — às vezes era ele que ia, às vezes ela. Mais adiante, um banco de madeira, torto e esquecido, ainda ocupa o exato lugar onde dois amantes costumavam se encontrar, como se esperasse, teimoso, por mais um abraço que nunca vem.
E eu me pergunto quando foi que esse espaço pequeno se tornou tão vasto de sentimentos, tão denso de ausências, tão cheio de coincidências que machucam.
Ah… o porto da saudade.
Tão fácil de reconhecer — do píer ao cais, tudo carrega o mesmo peso invisível. Foi daqui que uma vida partiu. E é aqui que permaneço, com lugar marcado num vazio silencioso, condenado à espera.
Espero.
E espero.
E espero.
O cansaço vem como maré alta.
E tudo o que eu quero é a vida que aquele navio levou — a mesma que ainda resiste, intacta, numa fotografia em preto e branco, pendurada na parede do meu coração.
às
15:43
03 dezembro 2011
Princesa
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Renata F.
Ao olhar para o céu, a noite fria já havia enfeitado as nuvens; a noite já havia se instalado com sua frieza serena, adornando as nuvens como quem veste um véu antigo. A lua, pálida e distante, dissolvera os contos de fada que o dia havia ensaiado — e, ainda assim, nada parecia conter a coragem súbita das estrelas, que insistiam em brilhar como se o amanhã não lhes fosse prometido.
Houve um tempo em que a lua me era íntima. Sua luz prateada me acolhia, desenhava caminhos suaves e me devolvia sorrisos que eu nem lembrava ter perdido. Mas, agora, as noites se estendem longas e densas — sem cor, sem calor, sem qualquer vestígio de vida.
Essas noites enganam os distraídos. Há quem as veja apenas como um lençol escuro lançado sobre o mundo, uma pausa silenciosa entre dois dias. Gente que não percebe o quanto nelas pulsa uma ambiguidade invisível — o mesmo escuro que assistiu ao nascimento da luz.
Essas noites também perseguem os sensíveis. Aqueles que não suportam o peso do escuro, que desejam apenas o céu aberto, claro, compreensível. Aqueles que se desfazem na ausência de vento, que se perdem quando tudo silencia demais.
E, ainda assim, há algo nelas que permanece.
Algo que não cede, que não desaparece, que não pede permissão para existir. Porque as noites não vieram para consolar — vieram para revelar. Para nos colocar diante do que evitamos ver à luz do dia. A noite pode parecer infeliz, pode parecer não ter vida — mas, às vezes, é justamente o que nos devolve a nós mesmos. E as noites sabem disso.
Por isso não partem.
Por isso resistem.
Porque, no fim, até as princesas — com todos os seus sonhos intactos — ainda precisam da escuridão para que o brilho de suas histórias faça sentido.
às
00:01
01 dezembro 2011
Olhos de vidro
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Renata F.
O tempo não para quando a gente quer. Também não perdoa nossos erros, nossos traços, nossos abraços ou nossos desencontros — os minutos simplesmente existem, alheios às horas que tentamos contar. O tempo não nos leva aonde queremos; não deixa de existir por capricho; não faz o que a gente quer. Não escolhe o que traz, assim como não nos mostra o que poderia ter sido. O tempo se faz medonho, impaciente. Brinca, esconde-se, reaparece. Faz ameaças ao coração e à alma que vacila. Não faz promessas, nem exige de nós o mesmo que exigimos dele. É caótico, poderoso, imutável. Às vezes, sufoca. O tempo não tem paciência para esperar a boa vontade de um sentimento. Faz redemoinhos em nossa vida — traz o sofrimento, a dor, a destruição. Mas também traz a cura. A cura... ainda que demore, chega. Ela renova, renova-nos, renova-se. Nunca foi visto o trem que levou embora o tempo. Tampouco o que levou o sofrimento, a dor, a destruição. Para qual lado ir quando as estradas se desfazem ao longo das nossas escolhas, diante dos nossos próprios olhos? Escolher é o caos dos mortais. O tempo não vê a vida. O tempo só passa.
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