às
23:47
20 julho 2011
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Renata F.
“Guarda estes versos que escrevi chorando como um alívio a minha saudade, como um dever do meu amor; e quando houver em ti um eco de saudade, beija estes versos que escrevi chorando.
(Machado de Assis)
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22:48
Brilho de uma lástima
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Renata F.
Eu não tinha esquecido. Nada foi embora. Tudo permaneceu — guardado nas cinzas do inverno que atravessei ao seu lado. Cada dia. Cada noite. Cada sentimento intacto, como se ainda respirasse em algum lugar dentro de mim. Aquele nosso sonho antigo — o de sorrir sem medo do amanhã — ainda ecoa. Dias sem destino, leves, quase eternos… dias que já não existem. E o sonho se foi, arrastado junto com as lágrimas que deixei cair sem pudor, sem sequer me permitir arrependimento. Os carinhos. Os instantes. As pequenas eternidades que vivemos… Tudo isso agora me corrói por dentro.
Saudade é pouco — não alcança o que sinto.
Porque sentir… dói demais.
Mas o que ficou em mim — isso dói ainda mais.
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22:33
Saudade
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Renata F.
“Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
(Martha Medeiros)
às
22:19
Por todos os sorrisos
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Renata F.
"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim, do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe, nos e-mails trocados. Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo. Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente. Quando o nosso grupo estiver incompleto, nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos, faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado e nos perderemos no tempo. Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades. Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos."
(Vinícius de Moraes)
Dia do Amigo, 20 de julho.
Feliz dia do amigo a todos os amigos do mundo, todos os dias.
às
14:41
18 julho 2011
Dê-me asas para voar
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Renata F.
Por onde andaram as décadas da minha existência? Para onde foram as histórias de uma vida inteira? A juventude chegou tardia — ou talvez tenha passado por mim sem que eu percebesse. Estive alheia a mim mesma, incapaz de voltar no tempo, incapaz de recuperar o que não vivi. E então descubro: esses anos todos, eu não vivi. Eles ficaram parados nas fotografias em preto e branco de um álbum antigo, esquecido nas estantes empoeiradas da saudade. E, entre uma página e outra, havia vazios demais — fotos que nunca foram tiradas, momentos que nunca aconteceram. A vida seguiu, aparentemente intacta. Mas, no fundo, quase nada aconteceu. Algumas coisas resistiram nas lembranças que escolhi guardar; outras, deixei morrer em silêncio, quando decidi esconder o que sentia. Conheci o peso da dor antes de cair nos braços da tristeza — e afundar. Minha cabeça pendia, insistente. O tempo corria estranho: rápido demais, ilusório, sempre escapando. Um sentimento novo, impossível de substituir — e, ao mesmo tempo, profundamente agonizante. Não sei medir sua intensidade, só sei que ele me atravessou por completo. E, nesse ser que aprendeu a viver na monotonia, restou uma marca nítida, quase cruel: o passado não acontece… quando não estamos presentes.
às
13:56
14 julho 2011
Amar é...
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Renata F.
Muitos já me perguntaram sobre o amor — e, como tantos outros, eu não soube responder. Talvez porque nunca tenha amado. Ou talvez porque o amor não seja algo que se possa explicar. O amor escapa. Ultrapassa qualquer tentativa de lógica, qualquer definição segura. Então, quem sou eu para traduzi-lo em palavras? Ele parece pertencer apenas aos que o vivem — e, ainda assim, nem mesmo os amantes o compreendem por inteiro. Nem os poetas, com toda a sua coragem, conseguem dizê-lo sem falhar. “O que é o amor? O que é amar?” Perguntas que se repetem como um eco antigo, sempre sem resposta definitiva. Amar é um mistério — desses que não pedem solução, apenas entrega. Um clichê, talvez, mas dos poucos que resistem à dúvida e continuam sendo verdade. E eu… como poderia compreender um sentimento tão vasto, tão incerto, sendo tão limitada, tão falha — tão humana?
às
12:01
Saber viver
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Renata F.
"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome: auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes. Hoje descobri a humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é saber viver."
(Charles Chaplin)
às
17:35
13 julho 2011
Promessas insignificantes
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Renata F.
Diga que estou em cada canto do teu olhar,
em cada abismo do teu pensamento,
em cada estrela que acende a noite.
Diga que precisa de mim — que me quer ao teu lado,
em qualquer lugar, sob qualquer circunstância.
Diga sem medo, sem medida.
Diga que não exagera quando compara a lua à minha beleza —
não porque ela seja menor,
mas porque é tão pura quanto.
Diga que o meu sorriso te ilumina,
que em mim você recomeça,
como se o mundo, de repente, fosse leve, sem promessas pesadas.
Diga apenas que te faço feliz.
Que te faço sorrir.
Que me quer perto do teu coração —
sem o peso de temer ter dito demais,
sem o arrependimento de ter dito tarde.
Não precisava doer tanto assim.
Bastava me ensinar o que é saudade —
essa velha e bonita ligação entre o meu peito e o teu.
Não precisava acontecer tantas vezes.
Uma única vez já bastaria
para sustentar uma vida inteira, confusa e feliz.
Uma segunda… talvez me levasse à loucura.
E eu nem preciso dizer —
tudo isso é só uma forma de ouvir de você
o que nunca tive coragem de confessar.
Porque, no fundo, as palavras diminuem o que sinto.
Mas, ainda assim diga.
Que o meu coração cuida do resto.
em cada abismo do teu pensamento,
em cada estrela que acende a noite.
Diga que precisa de mim — que me quer ao teu lado,
em qualquer lugar, sob qualquer circunstância.
Diga sem medo, sem medida.
Diga que não exagera quando compara a lua à minha beleza —
não porque ela seja menor,
mas porque é tão pura quanto.
Diga que o meu sorriso te ilumina,
que em mim você recomeça,
como se o mundo, de repente, fosse leve, sem promessas pesadas.
Diga apenas que te faço feliz.
Que te faço sorrir.
Que me quer perto do teu coração —
sem o peso de temer ter dito demais,
sem o arrependimento de ter dito tarde.
Não precisava doer tanto assim.
Bastava me ensinar o que é saudade —
essa velha e bonita ligação entre o meu peito e o teu.
Não precisava acontecer tantas vezes.
Uma única vez já bastaria
para sustentar uma vida inteira, confusa e feliz.
Uma segunda… talvez me levasse à loucura.
E eu nem preciso dizer —
tudo isso é só uma forma de ouvir de você
o que nunca tive coragem de confessar.
Porque, no fundo, as palavras diminuem o que sinto.
Mas, ainda assim diga.
Que o meu coração cuida do resto.
às
17:09
Tempo
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Renata F.
Pouco tempo — e ainda assim, tanto. As esquinas da minha solidão, aos poucos, foram se encontrando nas tuas ruas estreitas, aquelas onde um dia eu mesma me perdi — e, por um instante, me reconheci. O tempo… ah, o tempo. Ele para quando mais preciso, mas sorri enquanto sigo. Um sorriso debochado, suave, quase cruel. E eu, no meio disso tudo, não me sinto dona de nada. Nem da verdade. Nem do amor. Pouco mudou — ou é o que parece. Uma nuvem que passa, algumas folhas que caem… mas, no fundo, tudo permanece estranhamente igual. A escuridão habita em mim sem pedir licença. Não se desculpa, não hesita — apenas corrói, em silêncio, cada parte, cada vestígio de luz. Apaga os sorrisos que um dia foram meus… e sequer se despede quando me leva com ela. Talvez ainda haja algo a descobrir. Mas, desta vez, eu escolho fugir — não por fraqueza, mas para não reaprender a dor.
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