E quanto à liberdade, que já tanto buscaram, enfrentaram, correram atrás? Quantos já sofreram por ela? Ser livre é conquistar o mundo e enfrentá-lo, sem medo, ante um desafio, ante um fracasso. É poder viver o mundo sem esquecer de viver a vida. Todos temos sonhos, todos vivemos ilusões. Seguir o caminho mais difícil ou o mais fácil, tanto faz. Ambos terão pedras e espinhos, raras serão as pontes. Viva o dia em que amanheceremos e livre estaremos para amar o mundo.
às
21:29
E quanto à liberdade, que já tanto buscaram, enfrentaram, correram atrás? Quantos já sofreram por ela? Ser livre é conquistar o mundo e enfrentá-lo, sem medo, ante um desafio, ante um fracasso. É poder viver o mundo sem esquecer de viver a vida. Todos temos sonhos, todos vivemos ilusões. Seguir o caminho mais difícil ou o mais fácil, tanto faz. Ambos terão pedras e espinhos, raras serão as pontes. Viva o dia em que amanheceremos e livre estaremos para amar o mundo.
25 julho 2010
Liberdade
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Renata F.
E quanto à liberdade, que já tanto buscaram, enfrentaram, correram atrás? Quantos já sofreram por ela? Ser livre é conquistar o mundo e enfrentá-lo, sem medo, ante um desafio, ante um fracasso. É poder viver o mundo sem esquecer de viver a vida. Todos temos sonhos, todos vivemos ilusões. Seguir o caminho mais difícil ou o mais fácil, tanto faz. Ambos terão pedras e espinhos, raras serão as pontes. Viva o dia em que amanheceremos e livre estaremos para amar o mundo.
às
02:07
Queridos sonhos
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Renata F.
Sou uma sonhadora, sim. Em tempos mórbidos e hostis, larguei meu destino. Em tempos de guerra, fugi. Mas em tempos felizes, eu sorri e sonhei mais. Sonhei pra dizer a mim mesma que tenho um paraíso de algum modo. Encontrei um mundo nos meus sonhos, onde não tenho medo de errar, não tenho medo de falar, não tenho medo de ser julgada. É nesse mundo que eu vivo. Sonho, então, para concretizar esse mundo, mesmo que seja somente no meu inconsciente. Sonho para dizer que já encontrei a felicidade um dia.
Ainda não sei o que me levou a sonhar. Talvez para fugir do mundo real ou dos meus problemas, da pressão ou do medo, ou apenas por necessidade. Talvez eu sonhe porque é minha única forma de viver plenamente. Porque nele posso ser quem sou, tenho coragem para realizar tudo, coragem que me falta pra enfrentar meus medos na vida real. Mas, às vezes, queria que não fosse assim... podia ser mais real.
às
21:44
24 julho 2010
A poesia da escrita
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Renata F.
Poucas coisas na vida realmente valem a pena. Poucas coisas sabem compreender ou se fazer compreendidas; poucas têm a delicadeza de nos fazer felizes ou de transformar a vida em algo maior do que ela parecia ser. São raras as coisas capazes de atravessar a confusão dos sentimentos e, ainda assim, nos devolver um pouco de clareza.
Escrever chegou até mim como uma nuvem: leve, silenciosa, quase imperceptível. E, no entanto, cheia de forma e de sentido. Escrever é como encontrar respostas justamente quando mais preciso entender a mente e o coração — sobretudo para entender a mim mesma e tudo o que existe dentro desse território estranho que sou eu. É um lugar feito de mistério, simplicidade e caos.
Quando escrevo, começo a pensar em quem eu sou. Mas, mais do que isso, penso em quem eu poderia ser — e também no mundo que eu gostaria que existisse. Talvez isso seja uma tolice. Ou talvez seja apenas a melhor forma de agonia: aquela que inquieta, mas também ilumina.
Escrever é um julgamento silencioso. Um passatempo que se transforma em prazer eterno. É brincadeira e, ao mesmo tempo, algo profundamente sério. Algo que ninguém jamais conseguiu decifrar completamente — nem mesmo os maiores escritores e poetas do mundo.
Escrever é um espelho e também uma porta. É onde me encontro quando me perco. É onde posso dizer aquilo que o silêncio não consegue guardar. Talvez escrever seja, no fim das contas, uma forma de existir. Porque, quando escrevo, construo um pequeno território onde posso viver com liberdade. Um lugar onde os pensamentos não precisam pedir permissão para nascer.
E é por isso que hoje eu sei: sou cidadã desse lugar.
E, acima de tudo,
sou minha própria cidadã.
às
00:30
Um último dia
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Renata F.
Bom seria viver como se cada dia fosse o último.
Porque aí você percebe que esta seria a sua última noite, que aquele pôr do sol talvez fosse o último a colorir o céu diante dos seus olhos, que este amor poderia ser o último amor vivido com alguém. E, diante disso, a pressa perderia o sentido. A última chance de prestar atenção no mundo e perceber ser ele ainda um mundo inteiro a descobrir; ser este um mundo invisível, jamais visto por esses olhos acostumados com o dia-a-dia - mas não com o último dia. No último dia, o olhar mudaria. Você perceberia, então, o que não é perceptível aos olhos da rotina. Passaria a perceber aquilo que antes parecia invisível: o silêncio entre duas palavras, o calor de um abraço, o vento tocando o rosto, a beleza escondida nas pequenas coisas que sempre estiveram ali, mas que raramente para para notar. Também perceberia que já não tem controle sobre tudo. Que a vida nunca coube exatamente nos planos que fez para ela. E que muitas coisas que um dia saíram do lugar talvez nunca voltem aos eixos que imaginava. Mas, curiosamente, isso deixa de importar. Porque, quando se vive como se fosse o último dia, não se perde tempo tentando consertar o que já passou. Vive-se. Vive-se sem medo de errar. Sem medo de sentir. Sem medo de amar. E então o dia termina. Mas a vida - generosa - nos concede mais um amanhecer. E acordamos novamente para viver, outra vez, como se fosse o último dia.
às
23:59
23 julho 2010
Meias palavras
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Renata F.
"A função da palavra é representar partes do pensamento humano, e por isto ela constitui uma unidade da linguagem humana".
Palavras podem ser tudo ou nada. Podem nascer leves e, ainda assim, carregar o peso de uma vida inteira. Palavras podem fazer se arrepender. Palavras podem confundir caminhos. Palavras levam ao sucesso ou empurram alguém para o fundo do poço. Palavras magoam, ofendem e causam desentendimentos - mas também abrem portas, constroem amizades e criam laços que atravessam o tempo. Palavras explicam, aperfeiçoam, encantam. Às vezes, são capazes até de reparar aquilo que um gesto não conseguiu corrigir. Elas evoluem com o mundo e fazem o mundo evoluir com elas. Surgem e deixam surgir novas ideias, novos sentimentos, novas histórias. São as palavras que dão magia aos livros, melodia às frases e significado às coisas que, sem elas, permaneceriam mudas. Elas podem afastar pessoas ou aproximá-las para sempre. Palavras fazem refletir. Acolhem e também ferem. Inventam e desinventam. Podem ser amáveis ou duras, delicadas ou bruscas. Podem criar - ou destruir. Palavras podem dizer muito ou quase nada - mas ainda assim conseguem traduzir aquilo que existe de mais profundo dentro de nós. Palavras fazem as guerras ou alcançam a paz mundial. Palavras trazem sorrisos ou lágrimas. Palavras podem ser apenas palavras ou podem ser maiores do que uma vida inteira. Com palavras, pode-se tudo, apenas não se pode ficar mudo.
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