15 setembro 2014

Essência

Para quê se preocupar…
se tudo o que me faz viva é querer amar?

Para quê se importar…
se tudo o que meu coração pede
é um gesto simples de carinho?

Para quê ligar…
se às vezes basta uma voz
para aquecer o inverno que mora no peito?

Para quê correr atrás…
se o que me move
é apenas a vontade silenciosa de ser feliz?

Para quê, então?…

Talvez para me lembrar
que, apesar de tudo,
apesar das ausências,
apesar das reticências —

eu ainda sei sentir.

E enquanto eu sentir,
ainda há vida em mim.

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