às
10:46

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Renata F.
Lápis, papel e mil ideias na cabeça. Ainda assim, esta história é a mais difícil de ser contada. Os personagens são imprecisos; as falas, incertas. As expressões, os sentimentos e as loucuras são difíceis de entender. Apenas sei que existe uma história, mas questiono-me o que realmente há para ser contado. O que se esconde por de trás desse rosto? O que tem por dentro dessa alma? Qual a história por trás de cada sorriso ou de cada tristeza? Os rostos são inúmeros; os sentimentos, infinitos. Por enquanto, ainda é apenas um papel cheio de "talvez". Talvez seja alguém, talvez seja ninguém. Talvez seja apenas mais uma dessas pessoas que cruzam nossos caminhos sem que percebamos. Aquela que passa apressada na rua. A que esbarra em nosso ombro por distração. A que existe multiplicada por incontáveis rostos espalhados pelo mundo. Aquela que faz parte da multidão das ruas lotadas. Aquela que passa perdida entre tantos passos e destinos. Tem também aquela que passa despercebida e que todos os dias te observa em silêncio do outro lado do espelho. A mais intrigante de todas as pessoas: a (ainda?) desconhecida. E então surge a pergunta que nenhuma história consegue evitar: qual é a minha história?
às
19:42
01 maio 2012
"Adeus, romantismo!"
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Renata F.
"Esse é para aqueles que se acham românticos, os responsáveis por degenerar uma geração inteira de sentimentos e contradições acumulados dentro dos corações esperançosos. O mundo sucumbiu a mentalidade equivocada e clichê, e o romantismo que verdadeiramente reinou nos corações apaixonados dos grandes poetas, do sentimental Goethe ao pessimista mórbido Byron, retratos fiéis do amor, não existe mais; perdeu-se aquela natureza que aflora do peito. Tudo foi substituído por essa mentalidade hóstil, rude e melodramática, regadas por carinhos excessivos e aquela disposição infinita para testar a capacidade das pessoas de devolver ao mundo o ingeriram. Sim, é nojento. O romantismo puro é mais o sentir que o demonstrar, é aquilo que há para o coração ser feliz. É tão verdadeiro e tão puro quanto o ódio. E para que serve esse turbilhão de mentiras enjoativas? O essencial é que se ame, sem que nenhuma palavra seja dita, porque não existe uma no mundo que defina um sentimento milenar."
"Quando conquistou tudo o que todos querem cortejar, a pobre recompensa não vale os custos: juventude desperdiçada, alma aviltada, honra perdida, são os teus frutos, ó paixão triunfante!"
(George Lord Byron)
(George Lord Byron)
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