20 maio 2012

Sem título

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              Lápis, papel e mil ideias na cabeça. Ainda assim, esta história é a mais difícil de ser contada. Os personagens são imprecisos; as falas, incertas. As expressões, os sentimentos e as loucuras são difíceis de entender. Apenas sei que existe uma história, mas questiono-me o que realmente há para ser contado. O que se esconde por de trás desse rosto? O que tem por dentro dessa alma? Qual a história por trás de cada sorriso ou de cada tristeza? Os rostos são inúmeros; os sentimentos, infinitos. Por enquanto, ainda é apenas um papel cheio de "talvez". Talvez seja alguém, talvez seja ninguém. Talvez seja apenas mais uma dessas pessoas que cruzam nossos caminhos sem que percebamos. Aquela que passa apressada na rua. A que esbarra em nosso ombro por distração. A que existe multiplicada por incontáveis rostos espalhados pelo mundo. Aquela que faz parte da multidão das ruas lotadas. Aquela que passa perdida entre tantos passos e destinos. Tem também aquela que passa despercebida e que todos os dias te observa em silêncio do outro lado do espelho. A mais intrigante de todas as pessoas: a (ainda?) desconhecida. E então surge a pergunta que nenhuma história consegue evitar: qual é a minha história?

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