11 janeiro 2012

Graças da vida


Tudo poderia ser diferente, como o cair da noite ou uma longa nuvem sem escrúpulos. Tudo poderia ser simples, como o canto de um pássaro ou o pôr do sol. Tudo poderia ser fácil; mas aí não seria uma vida. Seria apenas passagem, uma existência sem história, um caminho sem marcas nos pés. Porque viver exige peso, exige pausa, tropeço e recomeço — exige sentir até quando dói. E é nesse emaranhado de imperfeições que a vida se sustenta: no que falha, no que escapa, no que insiste em permanecer. No fim, talvez não seja sobre facilidade, mas sobre intensidade - sobre tudo aquilo que, mesmo difícil, faz valer a existência.

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