01 maio 2012

"Adeus, romantismo!"

"Este é para aqueles que se julgam românticos — os mesmos que ajudaram a deformar uma geração inteira, carregada de sentimentos confusos e contradições acumuladas em corações ainda esperançosos. O mundo rendeu-se a uma mentalidade equivocada e previsível, e o romantismo que um dia habitou, com intensidade, os grandes poetas — do sensível Goethe ao sombrio Byron — já não existe como antes; perdeu-se aquela essência que brotava espontânea do peito. Em seu lugar, instalou-se uma postura hostil, áspera e excessivamente melodramática, mascarada por gestos exagerados e por uma insistente necessidade de provar algo a outros que nada tem a ver, bem como testar e exigir do outro aquilo que nem se compreende em si. Sim, é repulsivo. O romantismo verdadeiro reside menos na exibição e mais na experiência íntima do sentir; é aquilo que basta para que o coração encontre contentamento. É tão autêntico e absoluto quanto o próprio ódio. E, afinal, para que serve esse turbilhão de declarações vazias e açucaradas? O essencial é amar — ainda que em silêncio —, pois não há palavra alguma capaz de traduzir um sentimento que atravessa séculos.”

"Quando conquistou tudo o que todos querem cortejar, a pobre recompensa não vale os custos: juventude desperdiçada, alma aviltada, honra perdida, são os teus frutos, ó paixão triunfante!"
(George Lord Byron)

1 recados:

Vivian Mont'Alverne disse...

Renatinha, voltei!! Dessa vez, pra ficar! (:
Adorei teu blog, está ótimo!

Beeijo

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