29 novembro 2011

Alma alada

         Quando a gente para para observar, percebe que o mundo não é lá essas coisas. Quando a gente esquece, o mundo desaparece. Mas quando o vento passa — o mais belo e mudo dos ventos — o sol levanta de cabeça erguida. Bem-vindo, sol; bem-vindo, dia. Bem-vinda seja mais uma vida. A liberdade ecoa pelo céu e encontra seus pássaros de asas abertas, de cabeça erguida. Quando o dia muda, tudo fica bem outra vez. Tudo se altera, tudo escuta — é tudo uma lentidão de horas novas. Quando a gente para para observar de novo, está tudo bem. Os passos estão em sintonia e a queda, estranhamente, fortalece. Para admirar a beleza deste mundo bastam olhos que não creem no amanhã. Mas quando a gente para para observar... percebe que o mundo não é lá essas coisas.


"Mente aberta e sorriso perfeito;
A alma grandiosa e o abraço sincero;
de corpo inteiro e fogo bem aceso,
Cabe ao juízo decidir esse paraíso..."

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