03 outubro 2010

Bate forte, coração

           Eu não sabia ao certo dizer o que era. Não sabia se eram passos, o barulho do vento contra as janelas ou se era só coisa da minha imaginação, mas, para mim, parecia bem real. Não conseguia ver o que era, porque estava de noite e sem luz alguma, muito escuro, mas tinha certeza que estava só. Não havia como alguém entrar naquele breu. Algo estava me seguindo. Estava tão próximo de mim, eu sentia, que era quase como se estivesse dentro de mim. Eu podia ouvi-lo. Fazia um som pesado e estava tudo mais acelerado que o normal. Nunca tive medo do escuro e nem eu mesma sabia que meu coração o adorava. Era o começo uma perigosa nictofobia.

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